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SOLANGE ELIZABETH's PLACE

ReviewOct 13, '06 11:07 AM
for everyone
Category:Other
"O problema não é o problema.O problema é sua atitude com relação ao problema."(Kelly Young
"A vantagem, se existe alguma, em estar no fundo do poço é que qualquer movimento leva-nos para cima", Donald Trump
(*) Katia Horpaczky

Você conhece? A palavra tem sonoridade estranha e significado ainda pouco conhecido, mas pode fazer a diferença na sua vida. O conceito vem da física: é a propriedade que alguns materiais apresentam de voltar ao normal depois de submetidos à máxima tensão. Pois é: vem contando pontos como competência humana a habilidade do elástico, ou da vara do salto em altura -aquela que enverga no limite máximo sem quebrar, volta com tudo e lança o atleta para o alto.

Uma vez ou outra, as Ciências Humanas tomam emprestado termos e conceitos das Ciências Exatas. A última novidade que vem da Física é a resiliência. Em Humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada, saborosa, refrescante e agradável.

A resiliência é caracterizada por um conjunto de atitudes adotadas pelo ser humano para resistir aos embates da vida. O termo vem de uma propriedade da Física sobre a capacidade que os corpos têm de voltar à sua forma original, depois de submetidos a um esforço intenso. Fazer a simples transposição da Física para a Psicologia não é possível porque, aplicado aos seres humanos, o conceito se destaca exatamente pela capacidade do indivíduo dar a volta por cima das situações de risco e voltar TRANSFORMADO, crescendo com a experiência."

No caso do ser humano, este limite chama-se viver as suas emoções. E, para que alguém possa viver suas emoções no trabalho, é preciso respeito à dignidade e reconhecimento pelo que se faz. É preciso que as regras sejam claras e que as idéias sejam compartilhadas e comunicadas adequadamente.

Do ponto de vista de gestão de recursos humanos, algumas empresas utilizam este termo ao pé da letra e exigem que a pessoa resiliente tenha energia suficiente para não adoecer ou não se estressar. Esquecem-se que, como o elástico ou a vara do salto em altura, ela tem um limite que, quando superado, rompe-se.

Existem pessoas com uma capacidade de superação impressionante. São pessoas que não se abatem facilmente diante dos problemas, muito pelo contrário, são capazes de superá-los e até se deixam transformar por adversidades. Detalhando melhor, o resiliente não se abate facilmente, não culpa os outros pelos seus fracassos e tem um humor invejável. Para completar, age com ética e dispõe de uma energia espantosa para trabalhar. Parece personagem de filme. Mas essa qualidade é encontrada em gente de carne e osso. E o melhor, é que qualquer um pode desenvolver essa qualidade. Veja algumas orientações que podem ajuda-lo a desenvolver a sua resiliência.

Dicas para aumentar a capacidade de resiliência:

· Mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade.

· Aprender e adotar métodos práticos de relaxamento e meditação.

· Praticar esporte para aumentar o ânimo e a disposição. Os exercícios aumentam endorfinas e testosterona que, conseqüentemente, proporcionam sensação de bem-estar.

· Procurar manter o lar em harmonia, pois este é o "ponto de apoio para recuperar-se".

· Aproveitar parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a autoconfiança .

· Transformar-se em um otimista incurável, visualizando sempre um futuro bom.

· Assumir riscos (ter coragem).

· Tornar-se um "sobrevivente" repleto de recursos no mercado profissional.

· Apurar o senso de humor (desarmar os pessimistas).

· Separar bem quem você é e o que faz.

· Usar a criatividade para quebrar a rotina.

· Examinar e refletir sobre a sua relação com o dinheiro.

· Permitir-se sentir dor, recuar e, às vezes, enfraquecer, para em seguida retornar ao estado original.

· No momento da crise, formule uma explicação para o que está ocorrendo: analise as circunstâncias, a seqüência dos fatos e as razões do adversário. Tente entender os seus sentimentos em relação a tudo isso.

· Pense no que vai fazer quando sair da crise. Fica mais fácil suportar a dor ao se imaginar no futuro.

· O tempo que rege o resiliente é o presente. Comece, agora, a mudar a situação indesejada: estude, trabalhe, seja livre.
· Estabeleça vínculos com pessoas que podem representar coragem e estímulo. Mas não espere que uma delas faça o papel do salvador da pátria para resgatá-la do fundo do poço. A melhor saída é sempre aquela que você encontra.

· Valorize as pequenas vitórias. Lembre-se de como as conquistou e veja que pode ousar de novo. Isso traz autoconfiança.

· Não pense só em você, mas nos que vão se beneficiar da sua conquista ou tomar sua história como exemplo.

* Katia Horpaczky é Psicóloga Clinica e Organizacional, Psicoterapeuta Sexual, Familia e Casal, Especialista em Workshops Vivenciais e Jogos Organizacionais.


mariahantonieta wrote on Oct 13, '06



Apucarana Pr, 13 de outubro de 2006.
Beth,
Simplesmente fantástica esta matéria, querida.Porque vc não a publica no Fórum?
Adorei, e penso que outras pessoas poderiam gostar tb!
Beijos!
Ella
bethribeiro wrote on Oct 13, '06
Fantástica!!Xará...Posso linkar??
bjokas
solizabeth wrote on Oct 13, '06
Obrigada Ella e obrigada Beth,
Recebí o texto via e-mail. Todo o mérito é da Katia Horpaczky, simplesmente maravilhoso. Pode linkar Beth querida.
Ella querida, sigo o seu conselho. Publicarei no forum.
Bjs, a todas
SolBeth
liaufg wrote on Oct 13, '06
Vim pelo link da Beth.
É um excelente texto.

Bjin
solizabeth wrote on Oct 13, '06
Obrigada pela visita Lucia e volte sempre.
Bjs,
heliojenne wrote on Oct 13, '06, edited on Oct 13, '06
ReviewReviewReviewReviewReview
otimista incurável
Oi Solizabeth, também vim pelo link da Beth e achei o artigo muito interessante. Eu mesmo virei um otimista incurável após alguns escorregões e agora ninguém me segura, rsrs! Uma das formas que usei para sair da deprê foi começar uma série de projetos, inclusive envovendo outras pessoas. Aqui no Multiply, por exemplo, com o apoio de alguns amigos, criei o grupo "Semana Internacional do Amor" que vai completar dois meses no próximo dia 22 de outubro e já conta com 70 membros, envolvidos e participativos e a comunidade não pára de crescer e se aprimorar. Se tornou uma experiência maravilhosa para mim e acredito que para todos. Aproveito para convidá-la e a seus amigos, pois nosso objetivo é combater tudo de ruim através do amor, nossa arma mais poderosa! O melhor é que acreditamos piamente que vamos conseguir!
Beijo e parabéns pelo artigo!
devires wrote on Oct 13, '06
Com todo respeito, tenham muito cuidado com essa noção de resiliência. Ela não tem nada de científico fora da física, e serve para que pessoas sejam exploradas de um modo desumano...

A resiliência é um novo "conceito" (ou ao menos querem que seja feito como um conceito) do mundo das empresas. Vem complementar, e mesmo, sobrepor, outro termo já a nós bastante familiar, q é o stress. Os dois termos (como quase todos os outros desses meios empresariais modistas) são emprestados, importados, sem crítica alguma, para dar legitimidade a práticas que não possuem fundo científico algum. É a tentativa de cientificizar algo que não provém de interesses científicos, mas sociais, empresariais.

No caso da resiliência, o que está em jogo é um modo de tentar mensurar a capacidade de funcionários não se degradarem após grandes cargas de stress. Funcionários mais resilientes seriam melhores funcionários.

É curioso que tal noção é um tremendo engodo, e recai numa contradição imediata: dado que os 'resilientes' suportam maior carga e são, portanto, empregados, aos não-resilientes resta a grande carga do desemprego. Logo, o que dizer da resiliência dos não-resilientes? ;)
solizabeth wrote on Oct 14, '06, edited on Oct 14, '06
Obrigada a todas(os) pelas opiniões. O objetivo foi informar o que existe por aí a respeito, e não concordar. No texto tem muitas armas que
podemos usar para não nos tornarmos vitimas. Tambem já fui vitima da Sindrome do Pânico, e demorei anos para me livrar dela. A pouco
tempo atrás nem os médicos sabiam do que se tratava e pouco ajudavam. A comparação com a física é mera referência de imagem, pois nada tem a ver.
Algumas empresas modernas estão aplicando esse conceito, infelizmente. Trabalhei numa delas. Uma pessoa bem informada esta sempre
preparada para enfrentar tal situação, e isso é o objetivo da publicação. Aproveitem, pois !
Bjs,
Beth
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